domingo, 4 de maio de 2014

Condutor de caminhão que bateu em D20 em Bacuri depõe nesta 2ª


O advogado que representa o motorista do caminhão envolvido no acidente que matou oito estudantes em Bacuri, no Maranhão, informou que o caminhoneiro – que ainda não foi identificado – vai se apresentar à polícia na tarde de segunda-feira (5), segundo o delegado que investiga o caso, Luís Cláudio Balby.

De acordo com delegado, a versão do caminhoneiro vai ajudar no momento de definir de quem foi a culpa pela colisão. “No momento, nós estamos colhendo as provas policiais do acidente. Pelo que já levantamos de informação, acreditamos que a culpa tenha sido realmente do menor que estava guiando a caminhonete, mas o inquérito deve ser concluído no máximo em 30 dias”, acrescentou Balby.

O delegado disse também que a polícia ainda não tem notícias sobre o menor de 15 anos que dirigia a caminhonete com os estudantes no lugar do pai, Rogério Azevedo Rocha, de 39 anos, que foi gravemente ferido no acidente.

Sobre as condições estruturais da MA-303, onde ocorreu o acidente, o delegado disse que a pista se encontra regular. “Não vimos nada de anormal que pudesse dar causa ao acidente”, explicou.

Na noite de terça-feira (29), um caminhão transportando pedras se chocou de frente com a caminhonete que levava os estudantes do município de Bacuri para o Povoado Madragoa. Com o impacto, o veículo caiu em uma ribanceira e matou oito estudantes e deixou outros mais de dez feridos.

Prefeito será ouvido?

Segundo delegado de Pinheiro, Felipe César Gonçalves, as investigações, neste momento, estão focadas no acidente de trânsito. “Posteriormente, se houver necessidade de ouvir o prefeito de Bacuri para elaborar alguma investigação a respeito do contrato do transporte escolar dessas crianças, a gente, com certeza, vai escutá-lo”, afirmou.

As testemunhas estão sendo ouvidas, tanto as vítimas que foram lesionadas e que estão aqui em São Luís, como as vítimas que se encontram na localidade ainda, além dos parentes das pessoas que morreram.

“A gente está tentando, ao máximo, ouvir o adolescente que estaria conduzindo a caminhonete, para saber o que houve no acidente. Nesse momento, interessa para a polícia entender o que realmente aconteceu, porque foi um crime que chocou não só a comunidade local, mas toda a sociedade maranhense e nacional”.

Do G1 MA

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