sexta-feira, 11 de julho de 2014

Flávio Dino, Eduardo Campos e Marina Silva iniciam campanha da mudança na Rua Grande em São Luís.

SÃO LUÍS — O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, iniciou nesta quinta-feira sua campanha política no Maranhão. Ele esteve em São Luís, e indicou que era importante fazer o corpo a corpo no estado para fazer oposição à velha política, representada pelo senador José Sarney (PMDB). Campos também fez críticas ao governo Dilma Rousseff.

— Da mesma forma que vocês lutam para pôr um fim a um ciclo do coronelismo sarneysista, nós também enfrentamos no Brasil um ciclo político que chegou ao fim e estagnou o País — disse ele em entrevista coletiva, no final da manhã, ao lado do candidato do PC do B ao governo do Maranhão, Flávio Dino.

Eduardo Campos participou de uma caminhada com Flávio Dino pelas ruas do centro histórico da capital maranhense e voltou a repetir que ele é o único candidato que, se eleito, colocará o PMDB de José Sarney na oposição.

— Será a primeira vez em 50 anos que Sarney não estará no governo, e sou o único que diz isso com todas as letras — disse ele, referindo-se à presidente Dilma Rousseff e ao candidato do PSDB, Aécio Neves.
— Quem quiser prestar um serviço ao Sarney, vota na Dilma. Quem quiser continuar com Sarney no governo, pode votar também no Aécio — completou.

Campos explicou que o PMDB tem o pé em duas canoas, e que a única em que não bota o pé é a do PSB.
— A nossa canoa é a da renovação política, que quer ver o Brasil ser governado de uma outra forma, e é preciso coragem para fazer a mudança e dizer que o nosso governo não terá a presença da velha política do coronelismo e do fisiologismo — garantiu.

Ex-aliado do governo Dilma, Eduardo Campos não perdoou a atual administração do PT, classificando-a como a pior da História do País pós-redemocratização.

— Essa é a primeira vez que um governo vai entregar o Brasil pior do que recebeu. O Itamar concluiu o mandato do Collor e entregou o Brasil melhor do que o Collor recebeu do Sarney; o Fernando Henrique entregou, depois de 8 anos, ao Lula, o Brasil melhor do que recebeu de Itamar; e o Lula entregou o governo a Dilma, também depois de 8 anos, muito melhor do que recebeu de Fernando Henrique. E, pela primeira vez, uma presidenta eleita, sobretudo com os votos dos nordestinos ,vai entregar o País pior do que recebeu do Lula — avaliou.

Sobre Aécio Neves, Campos fez questão de ressaltar que ele e o ex-governador de Minas Gerais não compartilham o mesmo projeto nacional desde 1984, nas Diretas Já.

— Ele trabalhou no governo Sarney e depois no de Fernando Henrique Cardoso, e nós estávamos na oposição. Depois, nós, eu e a Marina Silva, participamos do primeiro governo Lula, e Aécio é quem estava na oposição - explicou, lembrando, no entanto, que os dois possuem uma relação respeitosa e com capacidade de dialogar e respeitar as pessoas.

O candidato do PC do B, Flávio Dino, que foi presidente da Embratur e apoia a presidente Dilma, ouviu todo o discurso calado. Ele manteve a posição segundo a qual seu palanque é aberto a todos os candidatos, e que ele seria uma espécie de síndico, sem se manifestar a favor de um ou outro.

— O que interessa é que todas as forças progressistas do País estão unidas no Maranhão contra a oligarquia mais antiga do Brasil — disse ele, logo após a caminhada.

Na ampla coligação formada por Dino, o PC do B, PDT, PP, PROS e parte do PT apoiam Dilma Rousseff; o PSDB, Solidariedade e PTC estão com Aécio Neves, e o PSB e PPS defendem Eduardo Campos.

Jornal Pequeno

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