quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Menos da metade das casas do MA tem alimentação assegurada

iG São Paulo
fome 
 Maranhão e Piauí são os Estados com menor número de casas em que os moradores têm a alimentação assegurada. No Maranhão, 60,9% dos domicílios sofrem com alguma preocupação com a quantidade de alimentos, podendo chegar à fome. No Piauí, a situação é enfrentada por 55,6% dos lares.
O índice dessas unidades federativas está muito acima da média brasileira, que é de 22,6%. Na região Nordeste e Norte, apenas o Estado de Rondônia teve índice de segurança alimentar abaixo da média (21,6%).

Os números foram divulgados nesta quinta-feira (18) e fazem parte da pesquisa sobre segurança alimentar realizada pelo IBGE, que registrou relatos de preocupação dos moradores com a quantidade de alimento disponível na casa nos três meses anteriores ao questionário.

Os estados com maior taxa de lares com alimentação assegurada são Espírito Santo (89,6%), Santa Catarina (88,9%) e São Paulo (88,4%).

A pesquisa apontou que, em 2013, 3,2% dos lares brasileiros tinham passado por situações de privação de alimentos e fome. Neles moravam cerca de 7,2 milhões de pessoas.

O índice de casas em que algum morador relatou fome foi mais alto nas regiões Norte e Nordeste, 6,7% e 5,6% respectivamente. Nas regiões Sudeste e Sul a taxa foi de 1,9% e, na Centro-Oeste, 2,3%.
Apesar de ainda ter os piores números de segurança alimentar do País, o Nordeste foi a região que obteve o maior avanço no número de casas com alimentação suficiente nos últimos nove anos: 15,5 pontos percentuais.

Em 2004, apenas 46,4% dos lares nordestinos estavam em situação de segurança alimentar. Em 2013 essa proporção chegou a 61,9%.

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